Hoje é mais um dia de primavera e continuo à procura,
O que há muito se perdeu.
Não sei se foi obra do destino,
Talvez seja obra daqueles que perdem a fé.
Há muito que deixámos de acreditar,
Talvez por isso estejamos perdidos,
Neste longo caminho.
Os anos começam a passar,
Cada vez mais depressa,
E "há sempre qualquer coisa",
Que nos levam àquelas memórias.
Não no reviver no passado,
Mas na procura de uma pedra,
Para pára pôr fim a este caminho.
E vão reaparecendo memórias,
De quando ainda tudo tinha cor,
Agora num mundo a preto e branco.
Eu já mal te reconheço,
E me reconheço a mim:
Éramos crianças à procura de algo mais,
À procura de nós,
E do que queríamos ser.
Hoje fustigado num pequena lembrança,
Recordo as tuas mãos sobre o meu peito,
Abraçando-me,
Naquela noite primaveril de maio,
Onde a lua reflectia na imensidão de um oceano e de um céu,
Que apostavam por mais do aquilo que pudemos dar.
Ficou tudo escrito nas areias daquela praia,
Por entre a espuma de água cristalina,
Ficou tudo escrito nas areias daquela praia,
Por entre a espuma de água cristalina,
Que têm tanto para contar.
Histórias, como tantas outras,
Histórias, como tantas outras,
Mas aquela nossa, como ela é,
Simples e terna,
De paixão infantil pura,
Que recordaremos,
Em todos os amanheceres.
Em todos os amanheceres.
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