O tempo passa em velocidade de uma flecha.
Procuro abrandá-la, mas quanto mais tento,mais rápida ela se torna.
Hoje sentada no sofá me apercebo do tempo perdido,
Dos momentos bons e maus,
Dos mais ou menos,
E daqueles que já nem me lembro sequer.
Começo a ver a vida passar e a sentir na pele
A solidão,
Numa velhice antecipada.
Vejo a vida como um tabuleiro de "Risco",
Onde a estratégia no alcance de algo,
Ultrapassa as barreiras da imaginação,
Numa busca incessante por aquilo que queremos.
Não vejo mais nada para além de uma linha recta,
Onde ao fim não quero chegar.
Vejo-me sentada naquele banco de jardim,
ou naquela paragem,
A pensar para onde ir e o que fazer,
Embora o caminho já seja certo,
Pois o percurso é que muda,
Dando por mim assim,
Num mapa desconhecido,
Como se descobri-se a utopia,
Ou contrariamente o meu cogito.
Mais uma vez vejo a mente humana,
Ou particularmente a minha mente,
Num buraco obscuro,
Com bilhete de ida sem volta,
Numa ida sem retorno.
O tempo não apaga nem esquece,
Apenas amena a memória,
Daquilo que ninguém quer lembrar:
-Que num princípio há sempre um fim,
E no fim estará sempre o ponto final.
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Gostei, particularmente das duas últimas linhas.
ResponderExcluir=)
Força Martinha ***
Obrigada Rute=P**
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