domingo, 18 de abril de 2010

Só mais uma vez



Libertar o melhor que há em mim.
Todos os bocadinhos
E tentar mais uma vez.
Soltar a pureza e a transparência,
De um corpo sofrido pelas mágoas negras.
Criar um mar repleto de água cristalina,
Brilhante e sem reflexo,
Em que tudo que nela incida,
Não perca o poder da visão.
Seja a sinceridade e a humilde a encarregar-se da magia
De criar um mundo sem utopia,
Mas mesmo assim repleto de perfeições e maravilhas.
Nesta certeza do que ainda se pode construir no meio da incerteza,
Embalo-me num sonho realidade que adoça a alma,
Recupera a confiança do que ainda pode ser perfeito,
Pela base de um sorriso e de um carinho,
Num corpo quente,
Num coração que bate,
Numa alma que levita,
Cada vez que estou contigo.

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